Sobre João Barbosa
Saiba mais sobre mim, João Lourenço Barbosa, o autor cuja inspiração surgiu da superação e da busca por uma vida com propósito.
O caminho das palavras João Lourenço Barbosa
Bem-vindo à minha página pessoal, onde partilho com vocês a minha incrível jornada como escritor.
Ao longo da vida, enfrentei desafios que me levaram a caminhos inesperados. No entanto, o que mais me define não são as adversidades, mas sim a forma como me ergui delas e transformei a minha vida através da escrita.
Sou João Barbosa, e convido-vos a explorar comigo a história por trás das palavras, uma história de superação, paixão e a busca constante pela credibilidade.

Escritor de Livros
Como escritor de livros, a minha paixão é criar mundos literários que encantam e enriquecem a imaginação dos leitores.

Letrista de Músicas
Como letrista , dou vida a histórias emocionantes por meio das palavras, complementando melodias memoráveis.

Guiões para Televisão
Como guionista, transformo conceitos e ideias criativas em narrativas envolventes que ganham vida nas telas.

Peças de Teatro
Na escrita de peças de teatro, crio diálogos e enredos que cativam audiências, proporcionando grandes experiências teatrais.
Antes dos 53
De Sem Teto a Escritor
Até aos meus 24 anos, eu tinha tudo para ser feliz. Mas, ah, como eu estraguei tudo! Naquela época, parecia que minha cabeça não estava no lugar certo. Eu era um perdulário, comprava tudo feito, e minha vida se resumia a dormir e sonhar.
Parecia que meu cérebro estava congelado, incapaz de produzir qualquer pensamento ou ação. Eu estava lá, no mundo, mas parecia que estava parado, apenas observando os outros. Enquanto as pessoas ao meu redor trabalhavam, tinham ambições e seguiam as tendências da vida, eu estava em um mundo completamente errado.
Eu não tinha maturidade para crescer na vida, para ter a mentalidade certa. Eu era o oposto de tudo isso. Acabei como um sem-teto, dormindo nas ruas, revirando latas de lixo em busca de comida e pedindo ajuda sem que ninguém me estendesse a mão. “Vai trabalhar, vagabundo! Você tem um corpo forte para isso”, ouvia das pessoas passando por mim.
A cada dia, o álcool tomava mais conta de mim. Tornei-me uma vítima, sujeito a agressões e aproveitando tudo o que a vida de rua oferece de negativo. Andei com pessoas que me levaram pelo caminho errado, experimentei de tudo e cheguei ao fundo do poço, à miséria mais profunda que um ser humano pode conhecer.
Mas há algo de que me orgulho profundamente: em todos esses anos nas ruas, nunca vendi meu corpo e nunca me envolvi com drogas. Os anos passaram, e eu continuava na rua, vivendo uma vida que não era a que a maioria das pessoas considera normal.
Pessoas comuns têm um teto sobre suas cabeças, trabalham e lutam por uma vida melhor, pagam seus impostos e se integram na sociedade. Enquanto isso, eu era rotulado como alguém com problemas psicológicos, um parasita nesta sociedade.
As crianças que encontrei durante minha vida nas ruas hoje estão integradas na sociedade, têm estabilidade financeira, mentalidade sólida e, como dizem por aí, uma vida digna.
Os anos continuaram a passar, e estou compartilhando tudo isso porque finalmente encontrei a clareza mental que faltava. Comecei a me endireitar, a tirar o melhor de mim. Agora, estou começando a ter ideias, a pensar em descansar e planejar a aposentadoria.
Eu fiz as pazes com a vida.
Depois dos 53
Trazendo Vida à Existência
Acordei!
Parece que o meu cérebro se descongelou e, aos poucos, estou me transformando. Estou recuperando a minha cabeça, encontrando a ambição e concebendo projetos.
Mas o despertar foi doloroso.
Tive que refletir sobre toda a minha vida, olhar para trás e perceber que não deixei rastro de minha passagem, que não criei um impacto inverso.
As pessoas esquecem rapidamente um sem-teto. Dizem: “Ele já era!”
Mas não é o meu caso. Estou bem vivo. Renasci.
Estou recuperando o tempo perdido, reiniciando minha vida na sociedade, fazendo parte dela, trabalhando, pagando meus impostos e tendo direito a uma vida decente.
Agora, é sobre respeitar e ser respeitado, é sobre ter o direito de sonhar acordado. Não vivo mais de mentiras e ilusões. Agora tenho minhas próprias ideias, meus projetos, minhas ambições.
Estou vivendo de verdade.
Aos 59
O Caminho da Escrita
Aos 59 anos, finalmente encontrei o meu caminho para caminhar com toda a tranquilidade.
Tenho o privilégio de ter um emprego que adoro, mas sou muito mais do que isso – sou escritor! Dedico-me a escrever romances e estou emocionado em apresentar o meu trabalho mais recente, “Famílias de Dinheiro” (Volume 1).
Este romance lançado em 18 de dezembro de 2023,estará disponível para compra exclusivamente aqui, neste site, a partir de 19 de dezembro de 2023. Neste espaço, joaobarbosa.pt, pode conhecer-me melhor, explorar o meu trabalho e descobrir todas as minhas atividades literárias.
Como cidadão coletado em Portugal, cumpro com os impostos normais, contribuindo para a sociedade que me permitiu seguir a minha paixão e carreira como escritor.
Aos 67
Compromisso Futuro
Aos 67 anos, estou à espera da minha merecida reforma, o resultado de décadas de trabalho árduo e dedicação. Trabalhei e descontei ao longo da minha vida para alcançar uma reforma digna. Hoje, finalmente, posso dizer que consigo ser como qualquer outra pessoa.
No entanto, o que mais me entristece é o tempo que passei perdido neste mundo, sem rumo, sem cabeça, sem juízo. Perdi a minha credibilidade, e as pessoas me viam como o mendigo que pedia esmola, o coitado que vagueava sem direção.
Tive momentos de negatividade, vivendo no meu próprio mundo, achando que estava certo. Mas as coisas mudaram.
Você, pai, partiu a 28 de janeiro de 2019. Eu não apareci no seu enterro, envergonhado da pessoa que eu era naquela época. Eu seguia o meu caminho, ignorando os seus conselhos, e agora vejo que estava errado em muitas coisas.
Se tivesse escutado, talvez pudesse ter evitado muitos dos problemas que enfrentei. Você me avisou que, se não mudasse e não trabalhasse, teria um fim trágico, poderia até acabar na prisão ou morto. Você morreu preocupado comigo, sem paz, lutando contra a doença. Eu não fiz nada para te fazer feliz.
Mas agora, ainda tenho a minha mãe comigo, e farei o que não fiz por você. Vou procurar dar-lhe a felicidade que merece. Enquanto estiver neste mundo, farei tudo para que ela veja a pessoa que realmente me tornei, para que não tenha vergonha de mim. Ao contrário do meu pai, quero que ela tenha paz.
É uma jornada de redenção e amor, e estou determinado a honrar a memória do meu pai e a dar à minha mãe o carinho e a felicidade que ela merece.